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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Carta à TV Conquista


Deixo a TV Conquista com a certeza do dever cumprido e certo de ter ajudado esta repetidora do SBT a cumprir seu papel jornalístico, ético e sensato em cada um dos textos que escrevi, editei, fiz a locução e levei ao ar. Em cada matéria, entrevista ao vivo ou editorial produzidos por mim houve a convicção de que nada mais fui do que um jornalista íntegro e honesto com o juramento que fiz ao receber, por merecimento e empenho, o meu diploma conferido pela Faculdade Hélio Alonso, RJ, e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. A cada edição do Notícias das Seis que apresentei cumpri meu papel de levar informação com clareza, imparcialidade e conteúdo aos cidadãos de Lucas do Rio Verde.

Não posso deixar de falar do site www.tvconquista.com.br – um verdadeiro parto de risco: difícil, demorado, mas que está no ar. Ainda existem problemas a serem resolvidos, mas certamente de ordem externa ao serviço jornalístico da equipe Karis.

Vou sentir saudades da equipe de jornalismo. Passamos momentos difíceis, de muito trabalho, turbulência, teimosia; mas também de bons resultados. Estou certo de que ao redigir o manual de jornalismo da Karis Comunicação ajudei a cada um dos jornalistas, editores, cinegrafistas. Que este modelo continue ajudando quem permanece na empresa e todos os outros que vierem. Obrigado pela compreensão, por me ouvirem - muitas das vezes de forma mais ríspida, mas certamente em consonância com a direção da empresa e pelo desenvolvimento da equipe de jornalismo.

Deixo meu abraço fraterno aos colegas que por esses dez meses conviveram comigo na redação da TV Conquista: editores (Tarsila, Neymar, Luciano, Thiago, Nádia e, por último, o Paulo, que acabou de chegar); repórteres (Bruna Bachega, Adriana Azambuja, Adriana Chiaradia, Edgar Savaris, Oliveira Neto e Mayara Martins); cinegrafistas (Neymar, Carlos Maranhão, Vinicius Olivo, Priscila Sordi (que muitas vezes deu uma força à nossa equipe), Romualdo Junior, Emerson, Israel e Willyeser); no comando do cafezinho as senhoras Neide e Maria. Não posso esquecer do meu amigo Fábio, que nessa minha estada diagramou o jornal O Luverdense.

Passamos por momentos estressantes no fechamento de cada edição, mas sempre procuramos fazer o melhor. Espero ter contribuído com o desenvolvimento profissional de cada um de vocês do mesmo jeito que vocês contribuíram com o meu. Desculpem-me se de alguma forma fui rude, mas sempre quis o melhor para todos nós. Estejam certos de que também aprendi muito com vocês.

Um abraço também ao pessoal do setor administrativo: Kauana, Andréa e Diana. Aos importantes servidores do departamento comercial que também deixaram a Karis e que fazem tanta falta a esta empresa: David e Janethe. Se esqueci de alguém, por favor, me desculpem, mas certamente não contribuíram em nada à minha estada nesta empresa.

A vocês, telespectadores da TV Conquista e leitores do site www.tvconquista.com.br e do jornal O Luverdense, o meu maior obrigado. Vocês, sem qualquer dúvida, me ajudaram a fazer com que estes veículos chegassem à primeira posição na preferência popular. Esta fidelidade fez com que o IPEC nos conferisse, em junho de 2010, o título de líderes de audiência. Trabalhei pra isso e sinto-me orgulhoso do resultado.

Amigos, sejam todos felizes e nunca abandonem seus ideais e convicções. Acreditem em vocês, façam jornalismo com amor, paixão e seriedade. Contem comigo e boa sorte sempre.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Atenção: seu voto vale ouro!


Começou a corrida eleitoral. A partir de agora você vai receber a visita daqueles candidatos que nas últimas eleições vieram à sua casa pedir voto, mas que depois de eleitos nunca mais voltaram. São aqueles mesmos “cidadãos” que enfeitaram a cidade de placas, fizeram muito barulho com carros de som e foram à TV mostrar obras supostamente feitas por eles, mas que nem sempre tiveram seus apelos.

É hora, então, de rever seus critérios de escolha. Pensar se de fato vale à pena ouvir este sujeito, escutar novas propostas, promessas... Mas antes de tudo, faça uma auto-análise e descubra se você votou certo quando deu a ele a chance de chegar ao cargo que ocupa. Só depois decida se há verdade em seu discurso e se é possível mantê-lo no cargo.

Muitos de nós cometemos o erro de “esquecer” em quem votamos. Quatro anos após as eleições não lembramos os nomes dos deputados federal e estadual que ajudamos a eleger; muito menos dos senadores. Quando muito, lembramos em quem votamos para governador e presidente. E sabe por que isso acontece? Porque esquecemos de cobrar diariamente que estes candidatos depois de eleitos façam um trabalho honesto e prestem contas à sociedade que os elegeu.

Quantos de nós paramos para assistir os canais públicos da Câmara, Senado, Judiciário? Quantos assistimos às sessões plenárias? Quantos paramos para ler o material impresso de divulgação destes setores ou navegamos em seus sites? São estes os melhores canais de comunicação direta com os políticos e que nos dão base comparativa para apreciarmos os mandatos quando lemos nos jornais abertos, ouvimos rádio e assistimos os telejornais que criticam o trabalho de cada político.

Precisamos nos posicionar a todo o tempo. Bater à porta dos gabinetes e exigir que os representantes da sociedade façam política para a sociedade e não para umbigos. Temos que fazer ecoar nosso grito crítico de cobrança e a voz de agradecimento se for necessário. Não podemos nos calar, cruzar os braços e ficar passivos diante de promessas vãs.

Somos cidadãos; temos direito de escolha, mas precisamos fazê-la de forma balizada. Precisamos de argumentos capazes de nos posicionar diante ao cenário político. As eleições se aproximam. Vamos fazer seis escolhas: presidente, dois senadores, deputados federal e estadual, governador. Não podemos errar, afinal de contas delas dependem o nosso futuro coletivo.

“Não é digno de ter direitos quem não luta por eles”, já dizia o promotor de justiça Bernardo Boclin Borges, da comarca de Niquelândia, em Goiás. Mas para exigir direitos temos que ter argumentos capazes de sustentar nossas teses e provar que estamos aptos a eles.

Na última terça-feira (17), começou em todo país a propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão. É a chance que todos nós, brasileiros, temos de ouvir o que cada candidato tem a dizer para avaliar se merecem nosso voto. Assista aos programas, debata as propostas apresentadas com seus pares. Sugira, através de e-mails, cartas, conversas, comícios, etc., mudanças nos programas de cada candidato. Reúna-se com seus familiares, amigos, vizinhos e escolham, em conjunto, em quem votar. Afinal de contas, os candidatos precisam representar a sociedade e não apenas ele e você.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Carta aos Jornalistas


Foi-se o tempo em que os focas tinham vez nas redações de todo o país. A etapa do “me ensina que faço”, ficou para traz. O jornalista moderno precisa ser ousado, estar apto às mudanças imediatas que a profissão exige e ser, sobretudo, pró-ativo. Não há mais tempo para esperar a pauta, pensar o texto, aguardar o motorista, o fotógrafo ou cinegrafista e... É preciso tomar as rédeas da caravana e tocar os bois.

No jornalismo de hoje, onde tempo-real é necessidade na informação, tem que ter time, foco, perseverança, raciocínio lógico e perspicácia, sobretudo perspicácia. A internet está aí disposta, a todo tempo, em ser a produtora das redações. De forma menos burocrática, mais democrática e acessível que qualquer mortal. Nossos colegas, mesmo sem serem pagos para isso, nos pautam com suas matérias que nos servem de suíte para novos olhares.

Reescrever uma história não é plágio quando lembramos que a informação é plural, pública, de domínio de quem ler e, empiricamente, a absorve. Porque então o pudor burro e anti-profissional de achar que a informação tem dono? Que a mágoa submersa no orgulho te leva a outros caminhos ideológicos e tardios? Estamos vivendo o século XXI, a tecnologia da informação, a pluralidade dos fatos e a fome diária, e instantânea, de notícias.

Entrevistas são dadas todos os dias de forma coletiva aos mais diversos veículos e pares. Cabe ao profissional da informação contar a história na minúcia que melhor convir a ele a ao veículo que representa. Fazer suítes simplesmente é observar por outro ângulo a história que foi contada com falhas ou apenas por cima. É preciso aprofundamento dos fatos quando o espaço na página do impresso ou na grade eletrônica permitir. Caso contrário, faz-se necessário apenas recontar, com conteúdo, a mesma história sob um novo olhar.

Quem está na redação tem que se obrigar a ler, ouvir, assistir os mais diversos veículos de informação. Criticar o fato, a notícia, a fala, a escrita, a dicção, a apresentação do material porque a crítica ao outro é muito mais uma autocrítica. Pense nisso. Reflita! Torne-se um jornalista melhor. Se você começou hoje pense grande, seja jornalista e ultrapasse a etapa onde todos os iniciantes eram chamados apenas de focas tendo como sobrenomes José, Maria, Antônio, Washington,Robson, etc., seus nomes de batismo!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Carta ao Luverdense II


Mais uma vez a equipe da TV Conquista, chefiada por mim, jornalista Robson Fraga, foi impedida de trabalhar dentro do Etádio Passo das Emas, estádio do Luverdense Esporte Clube, em Lucas do Rio Verde. Logo no início do campeonato mato-grossensse, alguns jogadores foram impedidos pela diretoria de nos dar entrevista. Por duas vezes nossa equipe não pôde filmar os treinos, embora caiba à imprensa divulgar a preparação da equipe bem como seus jogos. Afinal de contas, somos nós que trazemos à torcida um extrato do dia-a-dia dos clubes dentro de um campeonato.

No último domingo (21), num jogo onde o LEC venceu o Sinop por 1 a 0, o atacante Paulinho Marília foi impedido de nos dar entrevista. Quando estava posicionado para falar, um dos representantes da diretoria o tirou de cena como se esta agressão à imprensa fosse coisa natural. Parece-nos incomum que dirigentes de clubes de futebol tenham medo de críticas, pois como todos sabemos são elas que nos fazem abrir os olhos e enxergar novos caminhos. Mas sempre que alguém ousa emitir opinião contrária a dos dirigentes do Luverdense é recebido ou respondido com agressões verbais, destempero e ofensas.

É preciso mais uma vez lembrar que a liberdade de expressão está apregoada pela Constituição brasileira e que alegar desconhecimento da lei também é crime. Bem como ofensas verbais que podem ser enquadradas no código civil gerando processo contra os ofensores. É bom que se saiba que assédio moral também é crime e que nesse caso o ofendido está livre do ônus da prova, já que este tipo de agressão quase sempre é feita pelo agressor longe dos holofotes.

Quando tentávamos gravar entrevista com o atacante Paulinho Marília, que marcou o gol da vitória do LEC, apenas queríamos ouvir o que pensava o jogador, mas o mesmo foi impedido, de forma truculenta, de falar conosco enquanto para outras equipes de televisão, rádio e jornal, principalmente as que vêm de fora puderam trabalhar.

A opinião dos dirigentes não pode se sobrepor a dos jogadores. Sabemos que o time não tem nada a ver com estas agressões. São profissionais que cumprem ordens. Portanto, queremos relembrar aos dirigentes do clube: liberdade de imprensa é primordial na divulgação de qualquer time dentro dos mais diversos campeonatos de futebol do país.

Não sigam o exemplo de Eurico Miranda que por tantos anos dirigiu o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro, avesso às leis, à liberdade de expressão e à lei de imprensa. Pode ser que no futuro a torcida não queira nem ouvir falar dos atuais gestores do Luverdense, como aconteceu com o ex-deputado do colarinho branco. A torcida do LEC merece ver cenas melhores dentro de campo e fora das quatro linhas.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Nas mãos do destino


A situação está insustentável. A sensação de insegurança vivida, hoje, pelos moradores de Lucas do Rio Verde é alarmante. De um a lado a polícia, que em todas as explicações diz que a situação é normal, embora todos os dias os boletins de ocorrência continuem registrando roubos, furtos, tráfico de drogas e outras mazelas sociais. Do outro lado, a imprensa que sempre cobra respostas para a sociedade e que não consegue; seja por omissão do poder público ou por que a PM não tem o que responder. Mas porque será? Será que falta verdade, comprometimento ou apenas efetivo policial, como comandante costuma a dizer!?

Sabemos que as polícias estão atuando. Mas nenhuma explicação dada até o momento justifica o excessivo número de ocorrências que são apresentados todos os dias. A sensação de insegurança continua tomando conta da população. Prova disso, são as inúmeras ligações que chegam às redações das TVs e jornais.

São moradores indignados com os furtos às residências que tomaram conta da cidade; roubos e furtos ao comércio, prostituição nas ruas, como é comum no bairro rio verde, e consumo aberto de drogas pelas ruas do mesmo bairro. Basta passar pela Rua Sarandi ou pela Avenida Bahia qualquer noite para ver menores e adultos fumando pasta base do cocaína e comercializando a droga abertamente, aos olhos de quem quiser ver.

Além disso, recebemos muitas ligações reclamando da demora da PM no atendimento às ocorrências ou pelo mau humor como os cidadãos muitas vezes são atendidos pela polícia.

E o que resta à população? Esperar sem ter respostas efetivas ou se acostumar em receber respostas prontas e ineficazes? Até quando vamos continuar convivendo com tanta insegurança na cidade de Lucas?

Não queremos saber de quem é a culpa, queremos apenas ver a cidade limpa e poder voltar a sentir orgulho de viver em qualquer bairro de Lucas do Rio Verde.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Carta ao Luverdense

O que se espera de um time de futebol, no início de um campeonato, é no mínimo comprometimento com grupo que representa, seus patrocinadores e, principalmente, com a torcida. De nada adianta vestir uniforme, calçar chuteiras, entrar em campo e não dizer a que veio. É preciso ser aguerrido, preparado, disposto, incansável, voraz e corajoso para se manter um escudo sobre o peito.

Iniciar um campeonato de forma apática, sem compromisso, simplesmente cumprindo obrigação, é desrespeito, ironia e falta de vergonha. O primeiro jogo tem que ser levado como a decisão, pois como bem dizem “a primeira impressão é a que fica”. Erros hão de acontecer, por cansaço, falta de treinamento, indisposição física – ainda que imperdoável, mas... Agora, passear em campo, assistir o jogo de dentro dele e deixar o tempo correr ao sabor do vento... isso não dá. Principalmente jogando em casa! Cadê o profissionalismo, o amor à camisa, o respeito ao torcedor?

Pior ainda é chegar ao segundo jogo, na casa do adversário, e novamente ser apenas coadjuvante. Campeonatos estaduais são vitrines para times, jogadores, mas, sobretudo, para a região, o município representado por cada equipe. É preciso chegar ao campo do oponente como um soldado: disposto a enfrentar e vencer a batalha. Futebol é isso: sangue, suor e lágrimas choradas de cansaço por ter lutado até o fim.

É certo que os campeonatos estaduais estão apenas começando, mas é preciso lembrar que cada passo é um degrau rumo ao topo do pódio. Que os erros de hoje podem representar um medíocre lugar na tabela e jogar por terra todo o empenho da diretoria, dos patrocinadores e da torcida durante todo um campeonato. É preciso ter atenção, amor, mostrar técnica, qualidade e emoção. Jogar na ponta dos cascos com cuidado, destreza, ambição e certeza de que se é capaz de chegar à última partida como favorito presenteando todos aqueles que fizeram parte da escalada com a faixa de campeão.